quarta-feira, 12 de março de 2008

Poluição Sonora nas ruas do centro de Manaus

As famílias que residem na avenida Joaquim Nabuco, Centro de manaus, entre as ruas Ramos Ferreira e Ipixuna não conseguem mais dormir e tão pouco assistir televisão, devido ao barulho que fazem os alunos de uma faculdade situada nas proximidades da área.

Todas as noites no horário do intervalo, a avenida sede lugar para o alto som dos carros de alunos por ali estacionados.

A dona de casa Deuzamir, 75, disse que o sossego dela acabou com a vinda da faculdade. "Não posso assistir minhas novelas e tão pouco os jornais, pois o som dos carros ficam muito alto e não dá para ouvir mais nada o que se passa na televisão", desabafou.

O advogado João Adalberto, 42, prefere ficar até mais tarde no trabalho para ver o Jornal Nacional. Ele disse que desde quando a faculdade começou o trecho fica assim, com poluição sonora e para completar o traansito fica lento. "Estou até vendendo a minha casa para sair desse sufoco, pois já não aguento mais ter que chegar às 9 horas da noite em casa", relatou.

De acordo com os moradores, já foram tomadas as medidas para contornar o problema, mas nunca deram em nada.
*Por: Valdete Araújo

Reciclar é a alternativa para salvar o meio ambiente?

Reciclar essa é uma das alternativas para proteger o meio ambiente. Porém, na cidade de Manaus poucas são vistas as latas de lixo para a coleta seletiva.







O que é coleta seletiva?
É a separação de materiais usados que podem ser reciclados como: papel, plástico, vidro, metal, entre outros.



A consciência ambiental também é um dos fatores para que esse tipo de serviço seja realizado de forma correta como explica a engenheira Fiorella Chalco. “Não temos o hábito de separar o lixo, juntamos tudo em um saco plástico e deixamos na frente da nossa casa”, avisa.

O estudante Adrino Bento Paixão morador do Parque Residencial Manaus - Prosamim informa que apesar de terem as latas de coleta seletiva poucos são os moradores que separam seus lixos. “Fomos orientados pelo Programa Prosamim para separar o lixo reciclável, mas nem todos têm consciência ecológica”, lamenta.


Uma das alternativas que o lixo reciclável proporciona é o sustento. Pessoas desempregadas utilizam do lixo esquecido nas ruas para o sustento, como é o caso do autônomo Plácido B. de Araújo que trabalha há cinco anos juntando ferros, alumínios, cobre e metal pela cidade. “Ganho por volta de R$ 1.000 reais por mês quando consigo juntar muito alumínio, cobre e metal. Mas o importante mesmo é a limpeza que isso proporciona para a cidade, ela fica mais linda sem lixo”, destaca.

Fato é que a sociedade precisa de mais incentivo por meios de órgãos públicos para a reciclagem do lixo. Mas nunca se pode esquecer que educação é primaria é necessária, o alerta desde criança para a preservação do meio ambiente deve ser incentivado.






* Por: Jacqueline Nascimento
Fotos: Jacqueline Nascimento



segunda-feira, 10 de março de 2008

Educação Ambiental

A educação ambiental é muito importante para o nosso dia a dia e a preservação do verde é de suma importância para o nosso bem estar. No ambiente urbano, a escola, o governo e meios de comunicação são responsáveis pela educação da sociedade, uma vez que há o repasse de informações, isso gera um sistema dinâmico e abrangente a todos. A população está cada vez mais envolvida com cenários urbanos como: viadutos, shopping, edifícios, e os valores relacionados com a natureza não têm mais pontos de referência na atual sociedade moderna.
A vegetação na cidade embeleza praças, avenidas, ruas, refrescam o ambiente, pois dão sombra e mantêm a umidade do ar; ajudam a diminuir a poluição porque absorvem gás carbônico na queima de combustíveis, ou seja, mais oxigênio para a comunidade; servem como barreiras que mudam a direção dos ventos, filtram poeira, dentre outros.
Os lixões estão repletos de resíduos que poderiam ser reaproveitados, reciclados. Ao se optar por não reciclar materiais como plástico, vidro, papel, além de poluir e compactar o solo, produtos esse que levam de 50 anos ou mais para se decompor, será necessário produzir mais material, para isso é necessário retirar material primário da natureza, isso é irracional, mas ao mesmo tempo é real.
O problema não consiste apenas em não participar da coleta seletiva, mas também no grande desperdício praticado pela maioria. A comodidade nos faz comprar refrigerantes em garrafas PET (400 anos para decompor) em vez de garrafa de vidro (que é retornável), nos faz ir ao supermercado e trazer muitas sacolas de plástico (100 anos para decompor), mesmo aquelas pequenas que a maioria joga fora, pois não dá para colocar na “lixeirinha”, a comodidade também nos faz comprar produtos com embalagens não recicláveis, nos faz usar copos descartáveis abusivamente, inclusive no nosso ambiente de trabalho, quando cada um poderia ter seu copo. Os pneus não deixados em locais apropriados, jogados na natureza para esperar sua decomposição que dura nada menos que 600 anos. O mais irônico são aqueles passeios para desfrutar do bem estar da natureza e no caminho despejam lixo nos rios, nas estradas, etc.
Atualmente são comuns a contaminação dos cursos de água, a poluição atmosférica, a devastação das florestas, a caça indiscriminada e a redução ou mesmo destruição dos habitats faunísticos, além de muitas outras formas de agressão ao meio ambiente.
Msc. Fiorella Chalco (Engenheira Florestal)

Semma investiga poluição de igarapé

A equipe da Gerência de Fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) está trabalhando para identificar os responsáveis pelo despejo irregular de tinta colorida no igarapé do Mestre Chico, na Cachoeirinha, trabalha com a hipótese de que a contaminação seja proveniente de um depósito clandestino de tinta, situado na Rua Itacoatiara, sem número, no mesmo bairro.

Em princípio, três gráficas existentes na área foram consideradas como suspeitas de tingir o manancial, mas até o momento não houve comprovação.

Os três estabelecimentos, entretanto, foram notificados a solicitar o licenciamento ambiental e já entraram com pedidos junto a Semma.

Nesta segunda-feira (10), uma equipe de fiscais foi até o endereço do depósito com o objetivo de identificar os proprietários e verificar as instalações. No entanto, o local estava fechado.“Não só o depósito como também as lojas de material deconstrução, que trabalham com manipulação de tintas, serão visitadaspois estão no raio de abrangência do igarapé”, explica Murilo que comanda a fiscalização.

Segundo ele, o problema pode estar situado numa área que compreende todo o perímetro das avenidas Castelo Branco, Carvalho Leal e ruas adjacentes . “Será um trabalho muito grande e que vai demandar tempo”, ressalta.

De acordo com a assessor de comunicação da Sema, Yusseff Abrahim, a área é coberta por uma grande galeria de esgoto que vai desde a rua Belém até a Ramos Ferreira. “É preciso um estudo mais detalhado para se chegar à causa do problema”, disse.

Por: Valdete Araújo

A vida do peixe-boi em cativeiro


De acordo com dados do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), cerca de 130 peixes-boi já passaram pelo cativeiro. Hoje, esse número caiu para 35, entre adultos, jovens e filhotes. Além da destruição ambiental uma das principais causas que levam esses mamíferos a serem criados fora da natureza é a caça predatória.

Segundo o veterinário José Anselmo D’Afonsseca, o cuidado com os filhotes nos Centros de reabilitação é intenso. “Cada animal recebe um nome, para facilitar na identificação. Os dados são anotados em planilhas específicas”.

Basicamente, a alimentação para esses animais é composta de leite integral, 20 ml de óleo de canóla para dar um maior teor de gordura. Além, das mamadeiras remédios, injeções e exames são feitos. Eles são pesados e medidos uma vez por semana, para saber se estão ganhando peso, crescendo e se recuperando das doenças e ferimentos.

Dentro do cativeiro a alimentação é feita de leite integral e verduras, diferente do ambiente natural. Em outras reabilitações, estão os adultos e jovens, eles também recebem o mesmo tipo de tratamento.

Existem hoje, 13 peixes-boi no cativeiro, todos vítimas da caça ilegal. Segundo Anselmo “muitas vezes, as mães são mortas por pescadores e os filhotes acabam ficando sem o alimento principal, que é o leite materno. Por isso, a nossa função é resgatá-los o quanto antes”.

Quando são devolvidos à natureza, esses animais sentem dificuldade de reabilitação. Por serem considerados mansos e não terem inimigos, a não ser o homem, logo se tornam presas fáceis.

Por: Valdete Araújo

Greenpeace pede que MP investigue uso de transgênico


A organização ambiental Greenpeace entregou hoje (10) ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) um pedido para que seja investigado o uso ou não de transgênicos pela empresa de alimentos Vigor. Segundo a porta-voz da organização, Gabriela Vuolo, a empresa tem sido cobrada sobre o assunto desde 2002, ano em que o Greenpeace lançou seu guia do consumidor sobre transgênicos. Em 2007, segundo Gabriela, a Vigor pediu para sair da “lista vermelha” (indicação de transgenia em alimentos) do guia, mas não respondeu às solicitações e questionários enviados pela organização não governamental.


“O direito à informação é um direito assegurado pelo código de defesa do consumidor”, defende Gabriela. “Não existe nenhuma informação sobre a Vigor”, afirma. A representação foi protocolada e ainda não há informações sobre qual será o procedimento do MP. A indústria de produtos alimentícios Vigor informou que sua diretoria está em contato com advogados e ambientalistas, mas não deve se pronunciar sobre o assunto.


O Greenpeace já havia recorrido ao MP com o mesmo objetivo em 2005, na ocasião com pedido para investigar uso de transgênicos pelas indústrias de alimentos Cargill e Bunge. O grupo ambientalista foi bem-sucedido e, desde então, as companhias passaram a indicar no rótulo quando seus produtos contêm na fórmula substâncias geneticamente modificadas.



*Matéria retirada do site globo.com

Fiscais examinam pátios de 2 madeireiras em Sinop-MT


A Operação Arco de Fogo, que combate a exploração ilegal de madeira na Amazônia, foi deflagrada hoje (10) no Mato Grosso, com inspeções realizadas por fiscais nos pátios de duas madeireiras de Sinop. A informação é da assessoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que, por causa do grande volume de madeira a ser medido, ainda não tem dados sobre o total das apreensões e a aplicação de multas.


O Mato Grosso concentra 50% das 36 cidades que mais desmatam a Amazônia, conforme divulgado em janeiro pelo Ministério do Meio Ambiente. Além de Sinop, outra base de atuação da operação no Estado será montada em Alta Floresta. Com o efetivo enviado pela Polícia Federal (PF) e pela Força Nacional de Segurança, a equipe é composta por 20 agentes em cada base e promoverá ações de fiscalização em vários municípios da região ao longo dos próximos meses. O Ibama contabiliza a presença de cerca de 400 madeireiras e serrarias, sem considerar as unidades ilegais.


O chefe de Fiscalização da gerência executiva do Ibama em Sinop, Evandro Selva, não participará diretamente das ações da ação. Na última semana, o presidente do Ibama, Bazileu Margarido, afirmou que a estratégia é adotada pelo instituto como forma de preservar os agentes locais diante de possíveis represálias.


O primeiro destino da Arco de Fogo foi Tailândia (PA), onde os fiscais aplicaram, desde o dia 26, mais de R$ 5 milhões em multas contra madeireiras que detinham nos pátios toras retiradas ilegalmente da floresta e carvoarias que funcionavam sem autorização. Além disso, 600 fornos de carvão vegetal foram destruídos nas áreas urbana e rural da cidade. Em seguida, a operação foi estendida a Machadinho D´Oeste (RO), onde convive com uma ação paralela do governo de Rondônia.
*Matéria retirada do site globo.com

domingo, 9 de março de 2008

Cientista diz que aumento de biocombustíveis trará fome e falta d'água


O recurso crescente dos biocombustíveis representa uma ameaça para a produção mundial de alimentos e pode colocar em perigo a vida de milhões de pessoas de todo o mundo.

Essa advertência foi dada em Londres pelo professor John Beddington, principal assessor científico do governo britânico, em seu primeiro discurso público importante desde sua nomeação para o cargo. "É muito difícil imaginar como o mundo vai poder produzir colheitas suficientes para gerar energia renovável e satisfazer ao mesmo tempo a enorme necessidade de alimentos", declarou.

Segundo Beddington, até 2030 a população mundial terá crescido tanto que será necessário aumentar em 50% a produção de alimentos e para 2080 será inclusive necessário dobrá-la. Entretanto, a corrida atrás dos biocombustíveis significa que cada vez haverá mais terra arável entregue à produção deles, e não de alimentos.

Comida escassa - Segundo o professor Beddington, o risco de escassez de alimentos nos próximos vinte anos é tão agudo que políticos, cientistas e agricultores têm de se posicionar para procurar soluções. Os cientistas predizem que as secas serão mais freqüentes ao longo do século, e a demanda de água será cada vez maior não apenas pelo fato de que haverá muitos outros milhões de pessoas para bebê-la, mas também pelo fato de que haverá muita mais necessidade dela para as colheitas. A produção de uma tonelada de trigo requer, por exemplo, cinqüenta toneladas de água.

Segundo Beddington, assim como os Governos decidiram tomar medidas contra a mudança climática, é necessário fazer algo para evitar futuras crises de fome. "A demanda (de alimentos) cresceu muito no mundo, particularmente na China e na Índia. Até 2030 a demanda de energia terá crescido 50% e a de alimentos o fará na mesma proporção", declarou o cientista. Beddington chamou de "loucura" a destruição das florestas tropicais para cultivar biocombustíveis.


Matéria retirada do Globo Online


Saiba mais sobre o biocombustível

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Governo inicia operação contra desmatamento no Pará

Cerca de 300 homens da Força Nacional, da Polícia Federal (PF) e do Ibama começam a se deslocar de Belém (PA) para Tailândia, a 230 quilômetros ao sul de Belém, para dar início à Operação Arco de Fogo, de contenção do desmatamento da Amazônia. A operação está sendo iniciada por Tailândia, onde existe o desmate irregular, com mais de 3 mil empregados em mais de uma centena de madeireiras.

A operação se estenderá, futuramente, a outros Estados da Amazônia Legal, com o apoio de 800 homens da PF e do Ibama. Amanhã, em Belém, autoridades ligadas à operação farão um balanço à imprensa sobre o resultado dos primeiros trabalhos.

Na semana passada, em uma operação inicial de apreensão de madeiras extraídas irregularmente em Tailândia, houve reação da população local. Foram autuadas 7 serrarias e apreendidos mais de 13 mil metros cúbicos de madeira ilegal. Manifestantes ocuparam as ruas de Tailândia, bloquearam a principal rodovia e interditaram a ponte que dá acesso à cidade.

*Informação retirada do site http://www.globo.com

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Amostra de trabalhos científicos

Nesta terça feira,19, realizou-se mais uma amostra de trabalhos científicos na sede do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Desta vez aluna de doutorado em Ecologia, Sillane Aparecida F. da Silva apresentou sua tese: “Palinologia do neogeno da bacia do Alto Solimões, Amazônia Ocidental, Brasil: aspectos sistemáticos, bioestratégicos e paleoecológicos”.


Na oportunidade, a aluna explicou geológica e paleontologicamente a grande diversidade biológica da região do Alto Solimões. Durante o estudo foram descritas, sistematicamente, 112 espécies, cerca de 51 novas espécies e sete novas combinações foram propostas.


A entrada para o evento é franca e a expectativa é que participem representantes de diferentes áreas do conhecimento e interessados em conhecer o estudo.